sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

desvaneios da mente

Pensamentos vão e vêm e apoderam-se da minha mente... Pensamentos negativos que tornam em desespero o sentimento feliz que sentia e ainda sinto... Estes pensamentos tomam as rédeas da direcção a tomar, e o meu sentimento sente-se a afogar... Preciso de uma maré renovadora... Preciso do sal revelador que me eleve o espírito e me mostre a direcção mais feliz, mais certa para o grande sentimento poder-se revelar e, quem sabe, aumentar?

Sobre um pequeno pormenor chamado liberdade

Eu não gosto de militares. Não gosto da ética militar, nem da brutalidade, nem daquele fanatismo patriótico que é, com muita frequência, trágico.
E também não gosto do povo. Não gosto da irresponsabilidade da multidão, nem daqueles que parecem ser os dois principais factores de interesse da massa popular: aglomerar-se em torno de acidentes rodoviários e insultar as camionetas que levam os arguidos para o tribunal. Tinha um amigo da UDP (notem que é possível fazer amizade com gente da UDP) que gritava com gosto a palavra de ordem do partido: "UDP, sempre ao lado do povo!" E depois acrescentava, mais baixinho: "Mas nunca no meio dele." O escritor Mário de Carvalho costuma advertir para a necessidade de distinguir o povo do populacho, porque o primeiro é um conceito nobre e até mítico, e o segundo é uma massa infame. O problema é que é difícil encontrar o povo, mas é muito fácil dar de caras com o populacho.
E, no entanto, foram os militares e o povo que fizeram o 25 de Abril. Às vezes dá-se o caso de um casal muito feio ter um filho muito bonito. Parece-me que foi o que aconteceu, embora nem toda a gente esteja convencida da beleza da criança. Para mim, o mais divertido nas comemorações do 25 de Abril têm sido as tentativas para tornar a data «mais consensual». O Dia da Liberdade não reúne consenso, o que me deixa verdadeiramente surpreendido. Percebo que a liberdade não seja consensual, mas do meu ponto de vista ninguém teve razões de queixa: para quem aprecia a liberdade, o 25 de Abril foi agradável; para os que não gostam, foi uma oportunidade para fazerem aquela viagem ao Brasil que tinham andado tanto tempo a adiar. Sempre pensei que a dara agradasse a todos.
Na verdade, porém, o 25 de Abril parace agradar a cada vez menos gente. Há autores para quem o salazarismo não foi um fascismo, e outros para quem o 25 de Abril não foi exactamente uma revolução. O que faz com que, aparentemente, na frase «25 de Abril sempre, fascismo nunca mais», não haja nada que se aproveite. Nem o 25 de Abril foi 25 de Abril, nem o fascismo foi fascismo.
E por isso, amanhão, numa data que, pelos vistos, não chegou a ocorrer, comemora-se a nossa libertação de um opressor que, ao que me dizem agora, nunca existiu. Até parece mais bonito assim, não parece? Parece. Resumindo e concluindo: 25 de Abril sempre, fascismo nunca mais.


'Novas crónicas da boca do inferno'
Ricardo Araújo Pereira

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Palavras

Dizem que as palavras contêm dentro delas o que nenhum gesto poderá alguma vez transmitir, pois atrás de um abraço pode estar uma contradição, atrás de uma mão amiga pode vir a inimiga.
Então no que resta acreditar?
Nas palavras certamente, essas pequenas maravilhas que conseguem transmitir sentimentos de anos e milénios em apenas um som, em pequenos dialectos que transformam o olhar mais triste de alguém em algo radioso.
Pois é através do olhar, que as palavras ganham sentido, pois a sua percepção só é sentida quando é lida com os olhos de quem quer viver na plena consciência do seu ser.
Uma imagem vale mais do que mil palavras?
Uma palavra consegue provocar o olhar mais puro e verdadeiro que todos nós procuramos intensamente toda a vida, aquele olhar que faz parte de nós, aquele olhar que nos diz mil palavras sem dizer nenhuma…
Utilizando as palavras tendo expressar o que o interior quer dizer, através do olho tento dizer aquilo que as palavras às vezes não querem escrever…
Que acontece agora?
Continuo a escrever, libertando os gestos que quero mostrar, criando mil imagens de fantasias e esperanças, palavras essas que alguém irá entender…

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

desvaneios da mente..

Queria contar palavras para explicar equações de pensamentos e emoções.
Queria ter a mão da coragem e a força da ousadia para quebrar as correntes do sonho e entrar na realidade.
Ou então não...
Quero sonhar com sntimentos verdadeiros compostos de imagens majestosas de vida imaginada.
Quero sentir o toque demorado de alguém que faz parte de mim, quero tocar o alguém que sinto em meu redor.
Quero acreditar naquilo que estou a sentir e sentir que o sonho poderá ser realidade e que essa realidade é isto e o meu verdadeiro sonho...

...

és tu!

domingo, 20 de setembro de 2009

Jed Dickens!

Jed Dikens!
Para alguns um nome sem significado, para outros a sagração de uma nova geração de bandas.
Esta jovem banda, residente e natural de Elvas, em pleno Alentejo, procura com as suas letras e as suas tonalidades mostrar que afinal o jovem também sabe tocar. Não precisamos de ir muito longe para dar exemplos, mas em concerto, o público sempre amigo já entoa as suas músicas, como ‘Poor Jimmy’ e ‘Another ride’ em comunhão com a banda.
Formada por três integrantes, amigos acima de tudo, encontraram-se anteriormente noutras bandas, que não só lhes deu a experiência que agora é notável em Jed Dickens, como lhes deu a amizade que partilham no palco.
Com Eduard Dickens na bateria dando a batida e as vozes, John Dickens a acompanhar o compasso no baixo e nas vozes também e Dani Dickens na guitarra e a expressar tudo o que têm a dizer como voz principal, Jed Dickens dão-nos a entender que vieram para ficar e que não vão parar.
Com bastantes originais em sua posse, as suas músicas já são reconhecidas e ouvidas nos mp3, e é com emoção que todos as cantam nos seus concertos.
Para apresentação da banda, lançaram uma maqueta, mas um cd espera-se para breve, entretanto enfrentam a estrada realizando concertos aqui e ali, sendo este aqui Elvas e arredores, e o ali chegando até ao Porto, Alcobaça, Lisboa ou Alburquerque.
Combatendo a história, mostram que o Grunge ainda está vivo, não esquecendo o Punk Rock, que transformam, assim, as suas músicas numa mistura alternativa de sons e batidas que prendem o público e o fazem bater o pé.
Sempre com divertimento à mistura, esta banda vai cantando os problemas da sociedade em que se encontram e procuram uma saída a estes problemas, utilizando assim a música como escape e como protesto da sua revolução interior.
Esta banda ainda tem muito para dar, e muitos concertos não irão faltar, enquanto não chegam a todas as regiões vamos ouvindo as suas revelações e acreditando que ainda se faz música jovem em Portugal!
Ouçam Música, Ouçam Grunge, Ouçam Punk Rock, Ouçam JED DICKENS!
Formiga*

www.myspace.com/jeddickens
www.jeddickens.blogspot.com

merchadising : ep (com seis originais): 3 euros
pin: 1 euro
tshirt's: rapariga 6 euros e rapaz 6,50 euros

é favor de ouvirem, comentarem, e se tiverem alguma dúvida é só comunicarem. :)